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Marco regulatório da Inteligência Artificial: guia completo
A criação do marco regulatório da inteligência artificial é um movimento que acompanha as crescentes inovações e tendências que estão moldando a administração pública.
A Inteligência Artificial (IA) já transforma diversos setores, incluindo o serviço público.
Com o avanço dessa tecnologia, a necessidade de regulamentação se tornou urgente, levando à criação do marco regulatório da Inteligência Artificial no Brasil.
Esse conjunto de normas busca garantir transparência, segurança e ética no uso da IA, especialmente na gestão pública.
O que é o marco regulatório da inteligência artificial?
O marco regulatório da IA é um conjunto de regras e diretrizes que estabelecem como os sistemas de inteligência artificial devem operar no Brasil. A base do texto é o PL 2.338/2023, de autoria do senador Rodrigo Pacheco, aprovado pelo Senado em votação simbólica em 10 de dezembro de 2024.
O projeto classifica os sistemas de IA em duas categorias centrais — risco excessivo (uso vedado, como manipulação comportamental e alguns sistemas de vigilância biométrica em massa) e alto risco (sujeitos a avaliação de impacto algorítmico, auditoria e supervisão humana) — e prevê a criação do Sistema Nacional de Regulação e Governança de Inteligência Artificial (SIA), coordenado pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), responsável por fiscalizar o cumprimento das regras pelos desenvolvedores e operadores de IA no país (fonte: Senado Federal).
Atualização de tramitação (julho/2026): o PL 2.338/2023 segue em análise na Câmara dos Deputados, em Comissão Especial, ainda pendente de parecer do relator.
Em paralelo, a Comissão de Comunicação da Câmara aprovou em 18 de março de 2026 o PL 2.688/2025, que trata especificamente de obrigações de identificação de conteúdo sintético, revisão humana de decisões automatizadas e proteção de crianças e adolescentes contra uso indevido de IA generativa — esse projeto ainda depende de análise pelas Comissões de Ciência e Tecnologia, Finanças e Constituição e Justiça antes de ir a Plenário.
Nenhum dos dois textos foi sancionado até o momento; a expectativa de parlamentares é de votação em Plenário ainda em 2026 (fontes: Câmara dos Deputados e Senado Federal).
Como o marco regulatório impacta a gestão pública?
O Brasil já conta com iniciativas para guiar o desenvolvimento da IA, como o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA). Esse plano traça estratégias para integrar a IA aos serviços públicos de forma segura e eficiente.
A nova regulamentação complementa essas diretrizes, criando um ambiente mais seguro para adoção da tecnologia, movimentação que acompanha as crescentes inovações e tendências que estão moldando a administração pública.
Assista e entenda mais sobre as tendências tecnológicas na gestão pública.
Como funciona a classificação de risco dos sistemas de IA
O texto aprovado no Senado organiza os sistemas de IA por nível de risco, com obrigações proporcionais:
Risco excessivo: uso proibido. Inclui sistemas de manipulação comportamental que causem dano e certas formas de vigilância biométrica em massa em espaços públicos.
Alto risco: uso permitido, mas com obrigações reforçadas — avaliação prévia de impacto algorítmico, auditoria periódica, transparência sobre o funcionamento do sistema e garantia de revisão humana das decisões. Sistemas usados por órgãos públicos em decisões que afetam direitos dos cidadãos (concessão de benefícios, triagem de processos, fiscalização) tendem a se enquadrar aqui.
Demais sistemas: obrigações gerais de transparência e boas práticas, sem o mesmo nível de exigência documental.
Um ponto relevante para o setor público: emendas aprovadas no Senado deixam claro que sistemas destinados a executar tarefas processuais restritas, ou a melhorar uma atividade humana já realizada sem IA, não são automaticamente classificados como alto risco — o que abre espaço para automações administrativas (triagem documental, apoio a análise de processos) sem o mesmo nível de exigência de sistemas usados em decisões finalísticas sensíveis.
Na prática, isso já aparece em prefeituras clientes da Aprova: em Ipatinga (MG), a IA da Aprova é usada para extrair e validar dados de matrículas de imóveis, contratos sociais e documentos de identidade, mas toda vez que o cidadão ou servidor edita um campo extraído pela IA, o sistema registra em log auditável exatamente o que foi alterado — uma trilha de auditoria que antecipa exigências de transparência e revisão humana do marco regulatório.
Já em Lagoa Santa (MG), a IA analisa imagens e laudos em pedidos de poda e corte de árvore para indicar risco e viabilidade, mas a decisão final permanece com o analista humano — o modelo de "IA sugere, humano decide" que o PL 2.338/2023 tende a exigir para sistemas de alto risco no setor público.
O que fazer agora?
No setor público, a IA já é utilizada para automatizar processos manuais e repetitivos, aprimorar a análise de dados e otimizar serviços ao cidadão.
Com a regulamentação, gestores e servidores devem estar atentos às mudanças e buscar formas de modernizar seus processos, contando com soluções desenvolvidas por empresas especializadas.
A Lume, inteligência artificial da Aprova, mostra como a tecnologia pode otimizar a gestão pública.
Com a triagem instantânea de documentos, autenticação automática e extração de informações de diversos formatos, a IA possibilita decisões mais rápidas e seguras, reduzindo erros e otimizando recursos.
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IA regulamentada: um futuro seguro e eficiente
O marco regulatório da Inteligência Artificial representa um avanço significativo para a governança da IA no Brasil.
Ele garante que a tecnologia seja utilizada de maneira ética e segura, e promova benefícios reais para a sociedade e o setor público.
A transição para um governo digital passa por marcos regulatórios que estruturam o uso da tecnologia.
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Perguntas frequentes

1. O que é o marco regulatório da Inteligência Artificial?
É um conjunto de regras e diretrizes que estabelecem como os sistemas de IA devem operar no Brasil, garantindo segurança, transparência e ética no uso da tecnologia.
2. Quando o marco regulatório entrará em vigor?
Ainda não há data definida. O PL 2.338/2023 segue em Comissão Especial na Câmara dos Deputados, aguardando parecer do relator, com expectativa de votação em Plenário ainda em 2026. Depois de aprovado na Câmara, o texto retorna ao Senado (por ter sido alterado) antes de ir à sanção presidencial. Gestores públicos devem acompanhar a tramitação, mas já podem se antecipar adotando práticas de transparência, auditoria e revisão humana em sistemas de IA usados na prefeitura.
3. Como a regulamentação impacta o setor público?
A regulamentação exige que governos utilizem IA de forma responsável, garantindo conformidade com padrões de transparência, proteção de dados e supervisão humana.
4. O que muda para os cidadãos com essa regulamentação?
Os cidadãos terão mais segurança no uso da IA em serviços públicos, além de maior transparência e controle sobre como seus dados são processados.
5. Como a Aprova contribui para a adoção da IA no setor público?
A Aprova desenvolve automações e IA como a Lume para melhorar a eficiência dos serviços públicos. Mais de 120 cidades utilizam a tecnologia que já economizou mais de R$ 51 milhões aos cofres.
6. O poder público já precisa seguir alguma norma sobre uso de IA hoje?
Sim. Mesmo sem o marco regulatório específico em vigor, o uso de IA por órgãos públicos já está sujeito à Lei Geral de Proteção de Dados (Lei 13.709/2018) sempre que houver tratamento de dados pessoais, e ao Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), que orienta a adoção responsável da tecnologia na administração pública. Antecipar governança — auditoria de decisões automatizadas, transparência sobre o uso de IA e possibilidade de revisão humana — reduz o risco de não conformidade quando o marco regulatório entrar em vigor.

