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POLÍTICA DE PRIVACIDADE

Síndrome de Burnout atinge 32% dos trabalhadores brasileiros; servidor público não está imune

POR Deyvid Alan  -   

Estresse e cansaço fazem parte do nosso dia a dia, no entanto, quando presentes em excesso, podem se tornar extremamente perigosos para qualquer pessoa. No mundo corporativo a atenção tem sido redobrada para evitar essa condição.

Pode acontecer no chão de fábrica de pequenas empresas ou em grandes corporações, e está cada vez mais comum na administração pública. 

Todos estamos sujeitos a enfrentar situações muito estressantes as quais não conseguimos administrá-las de forma adequada e atingir o cansaço extremo.

Essa exaustão profissional tem nome e infelizmente tem sido experimentado por milhões de pessoas ao redor do mundo: é a Síndrome de Burnout.

De acordo com o último levantamento da ISMA Brasil (International Stress Management Association), 32% dos trabalhadores brasileiros sofrem dessa Síndrome e o Brasil já é o segundo país com o maior número de pessoas afetadas.

E os servidores públicos não estão imunes. Em um artigo sobre o contexto de trabalho na Secretaria Social de Itacoara (RJ), a autora Arianna Ernandes evidenciou como o Burnout tem afetado a administração pública municipal.

Cerca 6 em cada 10 profissionais da área estudada manifestam sinais significativos do aumento de uma insuficiência emocional e apontam que há alterações em suas vidas pessoais em razão da influência do trabalho em seu cotidiano. 

Apenas 18,8% se sentem realizados profissionalmente, o fator determinante para o não progresso da Síndrome de Burnout pelos servidores, e que se deve ao sentimento de poder ajudar outras pessoas.

Um sinal de alerta. A gestão pública não está imune à Síndrome de Burnout, que  pode ser um fator de risco para o desempenho dos servidores devido ao índice de esgotamento emocional e à falta de motivação.

O Burnout geralmente ocorre em profissionais que lidam com pressão emocional constante no dia a dia, e mantém contato direto com pessoas e situações estressantes por longo período de tempo.

Mas o que é a Síndrome de Burnout?

Recentemente, o termo burnout tem sido pauta de notícias, eventos e conversas em diversos lugares do mundo. O termo já é usado há quase 50 anos para descrever o esgotamento emocional e físico causado por estresse crônico. 

“Burnout é uma síndrome conceituada como resultante do estresse crônico no local de trabalho que não foi gerenciado com sucesso”, define a Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID).

Segundo a OMS, esse tipo de esgotamento é um fator que influencia nossa saúde sendo caracterizado por três elementos principais: 

  • Sentimentos de exaustão
  • Distanciamento mental do trabalho 
  • Pior desempenho profissional

O psicanalista alemão Herbert J. Freudenberger, detectou o problema em si mesmo no ano de 1974. Junto à psicanalista americana Gail North, organizou um estudo que aponta 12 estágios pelos quais as pessoas podem passar antes de chegar à Síndrome de Burnout.

Segundo o estudo, os estágios não possuem exatamente uma ordem, podendo também ocorrer em intensidade diferentes e passando direto a estágios mais graves.

  1. Necessidade de aprovação: você sente que precisa sempre expor o mérito conquistado; este problema tende a atingir os melhores funcionários, aqueles que estão sempre prontos para assumir responsabilidades.
  2. Trabalhar demais: incapacidade de desligar-se do trabalho.
  3. Deixar as necessidades pessoais de lado: dormir pouco, comer coisas pouco saudáveis e em horários ruins, não interagir socialmente.
  4. Transferir os conflitos: a pessoa tende a ignorar os problemas; pode se sentir ameaçada, em pânico e nervosa.
  5. Revisão de valores: os valores são distorcidos, amigos e famílias começam a ser deixados de lado, o lazer passa a ser irrelevante e o trabalho é a única coisa que importa.
  6. Negar que problemas estão surgindo: a pessoa se torna cada vez mais intolerante, começa a pensar que os colegas de trabalho são estúpidos, preguiçosos ou indisciplinados. O contato social se torna mais difícil; você se torna cínico, agressivo; acredita que os problemas são causados pela falta de tempo e trabalho.
  7. Distanciar-se: pouca ou nenhuma vida social. Nessa fase, álcool e drogas são vistos como uma forma de aliviar o estresse.
  8. Mudanças comportamentais: mudanças claras no comportamento, famílias e amigos começam a se preocupar com suas atitudes.
  9. Perda de personalidade: a pessoa não consegue dar valor a ninguém, nem a si mesmo, e já não percebe quais são suas próprias necessidades.
  10. Vazio interior: sente um vazio por dentro e para superar isso, começa a dar atenção para atividades que podem prejudicar a si mesmo, como álcool e drogas, e muitas vezes exagera em seus atos.
  11. Depressão: a pessoa se sente perdida e insegura, exausta, pensa que o futuro é incerto.
  12. Síndrome de Burnout: Há um colapso mental e físico, assim como pensamentos suicidas. Quem chegou até aqui, precisa de ajuda médica imediata.

Atenção aos sinais do seu corpo

A psicóloga Haifa Elias Amado Sonda, evidencia que a Síndrome de Burnout pode ser causada pela falta de reconhecimento no trabalho, ambientes profissionais tóxicos e com ações de abuso emocional, longas horas de jornada e sobrecarga de trabalho, além do medo de perder o emprego.

Ela aponta ainda que alguns sintomas podem anteceder os estágios e desenvolvimento da Síndrome e que muitas vezes passam despercebidos pelo trabalhador, já que surgem de forma leve, mas tendem a piorar com o passar dos dias.

  • Cansaço excessivo, físico e mental
  • Dor de cabeça frequente
  • Alterações no apetite
  • Insônia
  • Dificuldades de concentração
  • Sentimentos de fracasso e insegurança
  • Negatividade constante
  • Sentimentos de derrota e desesperança
  • Sentimentos de incompetência
  • Alterações repentinas de humor
  • Isolamento
  • Fadiga
  • Pressão alta
  • Dores musculares
  • Problemas gastrointestinais
  • Alteração nos batimentos cardíacos

Por essa razão, muitas pessoas acham que pode ser algo passageiro, não dão a atenção necessária, nem buscam um tratamento efetivo.

Ao ser incluída na Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde, a Burnout passou a ser melhor compreendida e também falada no meio profissional, o que ajuda os trabalhadores a buscar um tratamento adequado.

“Com esse entendimento, as organizações públicas e privadas passaram a reconhecer que todos os profissionais estão suscetíveis. Isso abre a oportunidade para a construção de novas atividades de promoção da saúde e de prevenção do adoecimento nas organizações”, diz a especialista.

Como prevenir a Síndrome de Burnout?

A melhor forma de prevenir a Síndrome de Burnout são estratégias que diminuam o estresse e a pressão no trabalho.

Condutas saudáveis evitam o desenvolvimento da doença, assim como ajudam a tratar os sintomas logo no início.

Especialista no tratamento de doenças de cunho emocional em seus diversos níveis, Haifa destaca que é possível prevenir a Síndrome de Burnout utilizando algumas estratégias.

  • Defina pequenos objetivos na vida profissional e pessoal
  • Participe de atividades de lazer com amigos e familiares
  • Faça atividades que "fujam" à rotina diária, como passear, comer em restaurante ou ir ao cinema
  • Converse com alguém de confiança sobre o que se está sentindo
  • Faça pausas curtas durante o fluxo de trabalho

Para a psicóloga, outra conduta muito recomendada para prevenir a Síndrome de Burnout é descansar adequadamente, com boa noite de sono e manter o equilíbrio entre o trabalho, lazer, família, vida social e atividades físicas.

“O ser humano não é à prova de problemas e é preciso reconhecer a necessidade de se buscar equilíbrio entre a vida pessoal e a profissional. Além de trabalhar em um ambiente saudável, é importante fazer terapia, meditar e procurar outras formas de alinhar o corpo e a mente”, destaca.

Instituições públicas e privadas possuem papel fundamental

Não podemos esquecer que não é tão comum que organizações assumam seus problemas, identifiquem onde pisaram na bola, revejam sua conduta ética, métodos de trabalho e se entendam responsáveis pelo bem-estar dos servidores.

No entanto, diversas instituições já estão buscando alternativas para minimizar os riscos e contribuir com a melhoria da saúde mental do indivíduo, propiciando ao servidor a transformação do ambiente de trabalho.

Nesse sentido, a área de Recursos Humanos tem papel fundamental nesse processo a fim de realizar um diagnóstico organizacional, da liderança e da situação dos servidores, que são o capital mais importante, seja uma instituição pública ou privada.

Clarissa Ariel, que está à frente do time de Recursos Humanos do Aprova Digital, pontua que estratégias podem ser adotadas nas organizações para que seja construída uma cultura voltada para o bem-estar das pessoas.

Priorizar tarefas mais importantes

Uma das alternativas para evitar o desgaste desnecessário é conseguir priorizar tarefas mais importantes. Claro que, normalmente, tudo o que temos para fazer são coisas importantes, mas em níveis de urgência e de prioridade diferentes.

Por isso é importante ter consciência da diferença entre tarefas importantes e urgentes. A verdade é que a maioria das coisas pode ser feita com calma e sem toda a ansiedade que o senso de urgência nos traz.

Ao receber uma demanda, tire alguns minutos para analisá-la tranquilamente e verificar o que deve ser feito, bem como a melhor maneira de agir. Ao fazer essa avaliação, é possível verificar o grau de importância.

Usar a tecnologia para facilitar o dia a dia

A utilização de recursos tecnológicos no setor privado tem possibilitado que muitas atividades diárias sejam automatizadas, como cálculos, registros, emissão de certidões, assinaturas e validações. Na administração pública não é diferente.

As soluções inteligentes liberam tempo para que o servidor possa avaliar com mais calma as atividades que demandam maior estratégia. Também acaba com os vilões da produtividade na gestão pública, como por exemplo:

  • Atritos entre servidores e cidadãos no balcão da prefeitura
  • Excesso de papelada e vai e vem entre secretarias
  • Falta de servidores para dar conta do alto volume de trabalho
  • Atrasos e retrabalho provocados por falhas humanas

Com a tecnologia esses problemas na rotina podem ser resolvidos de forma mais prática e eficiente, evitando a sobrecarga de trabalho, o desgaste por tarefas repetitivas e que poderiam ser automáticas, sem necessidade do envolvimento e esgotamento do servidor.

Como está o seu ambiente profissional?

Agora, pensando no seu local de trabalho, reflita sobre os questionamentos abaixo e veja se o seu ambiente profissional está precisando de mudanças:

  • Você trabalha sob pressão?
  • Gostaria de trabalhar menos e ainda assim obter os melhores resultados?
  • Na prefeitura ou secretaria em que atua você tem que fazer tudo sozinho?
  • Os processos que você realiza são manuais e te deixam exausto por ter que repeti-los a todo momento? É um trabalho repetitivo e desgastante?
  • Você já se pegou impaciente com o excesso de atividades diárias?
  • Está cansado da rotina massante que te impossibilita desfrutar os prazeres da vida fora do ambiente profissional?

Se você respondeu sim para alguma das perguntas do tópico acima, você pode sim estar exposto a uma atividade que possibilita o desenvolvimento de transtornos emocionais, estresse, ou mesmo atingir o esgotamento profissional que tanto falamos durante o nosso texto.

O estresse no trabalho está atrapalhando seus momentos de lazer fora do ambiente profissional?

A rotina massante, a sobrecarga de trabalho, a falta de equilíbrio entre vida profissional e pessoal, podem atrapalhar o ser humano nos dois ambientes. Gerir adequadamente o tempo fora do ambiente profissional é tão importante quanto dentro dela.

Sabemos que é praticamente impossível separar completamente a vida pessoal da profissional, mas buscar o equilíbrio é a chave para ganhar qualidade de vida, a fim de manter sua saúde e também para acumular bons resultados ao longo da carreira.

Sem equilíbrio é impossível ser bem-sucedido nas duas áreas da vida, além de que a falta de tempo para momentos de lazer, é um dos fatores que podem desencadear  o Burnout e outros problemas emocionais.

Soluções tecnológicas contribuem para a melhor qualidade de vida

A facilitação das rotinas de atividades que reduzem a pressão e sobrecarga de trabalho, otimizar tempo, reduzir o desgaste e aborrecimentos diários causados por  inúmeros fatores, são algumas das alternativas que possibilitam maior qualidade de vida.

Utilizando soluções inteligentes, você e sua equipe podem evitar trabalhos maçantes e repetitivos na rotina, direcionando o foco e energia àquilo que estimula mais a criatividade e bem-estar de todos os servidores.

O objetivo do Aprova Digital é levar mais praticidade ao seu dia a dia por meio de tecnologia, automação e integração de sistemas, garantindo eficiência, transparência e agilidade nos processos.

Enquanto estou aqui trocando essa ideia com você, temos um time de especialistas resolvendo os problemas de milhares de servidores de prefeituras de todo o país e um deles resolverá especificamente o seu problema.

Não apenas nosso saudoso Tim Maia buscava pelo tão almejado sossego. Eu, você e todos os seres vivos do planeta queremos de fato fugir do estresse e ter o mínimo de sossego para se dedicar a outras coisas também necessárias: estudo, saúde, lazer, família e outros pilares para uma vida plena.

Nós estamos aqui para ajudar a resolver seus problemas e valorizar a base do processo que faz a máquina pública funcionar com eficiência e qualidade: você!

Quer conhecer a estratégia que impulsionou o desenvolvimento econômico de Itajaí/SC e pode ser replicada na sua prefeitura?
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Ana Karla Martins