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Memorando: O que é, para que serve e como fazer
Descubra o que é um memorando, os tipos, estrutura obrigatória, modelo pronto e como digitalizar a tramitação na sua prefeitura.
O memorando é um documento de comunicação interna utilizado para transmitir informações, avisos ou diretrizes de forma rápida e objetiva entre departamentos de uma mesma instituição. No setor público, é a ferramenta ideal para garantir agilidade e rastreabilidade administrativa sem a burocracia de comunicações externas formais.
Com o avanço do governo digital, o memorando evoluiu do papel para o formato eletrônico — mas sua função de alinhar equipes e formalizar decisões internas permanece central. Dominar sua estrutura e saber quando utilizá-lo é fundamental para qualquer gestor que busca eficiência e transparência nos processos municipais.
Neste guia você vai encontrar tudo o que precisa saber sobre memorandos na administração pública: tipos, estrutura obrigatória, modelo pronto para usar, os erros mais comuns no fluxo em papel e como a digitalização muda a operação na prática.
Índice
O que é um memorando e para que serve?
Tipos de memorando: qual usar em cada situação?
Estrutura obrigatória de um memorando municipal
Modelo de memorando simples para órgãos públicos
Quando utilizar um memorando?
Por que o memorando em papel ainda é gargalo em prefeituras
Memorando digital: o que muda na prática
O que considerar ao digitalizar memorandos na prefeitura
Perguntas frequentes
Conclusão
O que é um memorando e para que serve?

Diferente de outros gêneros textuais mais densos, o memorando se caracteriza pela brevidade. É uma ferramenta de gestão projetada para circular informações que precisam de despacho imediato.
Em uma secretaria municipal, onde o volume de demandas é alto, o memorando evita que a comunicação se perca em e-mails informais ou conversas de corredor — garantindo que a ordem ou aviso seja documentado.
Sua principal função é estabelecer uma ponte direta entre setores. De acordo com o Manual de Redação da Presidência da República, a clareza e a concisão são os pilares desse tipo de expediente.
Quer entender a diferença completa entre memorando e ofício? Veja: Diferença entre memorando e ofício.
Tipos de memorando: qual usar em cada situação?
A natureza do memorando muda de acordo com o destinatário e o objetivo da comunicação. Usar o documento errado pode gerar falhas de rito processual.
Memorando simples
O mais comum. Utilizado para comunicações diretas e objetivas entre dois setores da mesma instituição — solicitações pontuais, orientações específicas, encaminhamentos de rotina.
Exemplo: a Secretaria de Saúde comunicando ao Almoxarifado a necessidade de reposição de material de escritório.
Memorando circular
Quando a mesma mensagem precisa chegar a múltiplos setores simultaneamente. Mais eficiente do que enviar N memorandos individuais.
Exemplo: a Secretaria de Administração comunicando todos os departamentos sobre o prazo de entrega do relatório de inventário anual.
Memorando de encaminhamento
Acompanha um documento ou conjunto de documentos, contextualizando e orientando a análise.
Exemplo: o Jurídico encaminhando um contrato para revisão pelo setor de Compras, com orientações sobre os pontos críticos a verificar.
Memorando interno
Para comunicar avisos, novas diretrizes ou atualizações gerais que interessam a toda a equipe de um setor ou à instituição como um todo.
Memorando externo
Comunicação oficial entre departamentos de uma mesma instituição localizados em endereços diferentes — como secretarias distribuídas em diferentes prédios municipais.
Estrutura obrigatória de um memorando municipal
Independentemente do tipo ou suporte — papel ou sistema digital —, um memorando válido precisa conter:
Elemento | Descrição |
Identificação do órgão | Nome da prefeitura, secretaria ou departamento emissor |
Número e data | Numeração sequencial (ex: Memo nº 034/2026) e data de emissão |
Destinatário | Cargo/setor para quem o documento é endereçado |
Remetente | Cargo/setor emissor |
Assunto | Resumo objetivo do conteúdo em uma linha |
Corpo do texto | Mensagem clara, direta e formal |
Assinatura | Nome, cargo e assinatura (manuscrita ou eletrônica) |
Em sistemas digitais, os campos de identificação, numeração sequencial e data são preenchidos automaticamente — eliminando uma das principais fontes de erro nos memorandos tradicionais.
Modelo de memorando simples para órgãos públicos
Para facilitar o dia a dia, veja como estruturar o documento na prática:
PREFEITURA MUNICIPAL DE [CIDADE] Secretaria de [Nome]
MEMORANDO Nº [Número]/[Ano]
Para: [Cargo/Setor destinatário] De: [Cargo/Setor remetente] Assunto: [Resumo objetivo em uma linha] Data: [DD/MM/AAAA]
[Corpo do texto: mensagem direta, parágrafos curtos, sem rodeios. Informe o que está sendo solicitado, comunicado ou encaminhado.]
[Nome completo] [Cargo] [Assinatura]
Quando utilizar um memorando?
O memorando deve ser a escolha sempre que a comunicação for interna — entre setores da mesma prefeitura ou órgão municipal. Se a comunicação é com outra esfera de governo, uma empresa privada ou um cidadão, o documento correto é o ofício.
Situações típicas de uso:
A Controladoria Interna solicita ao setor de Obras a atualização das informações no Portal da Transparência
A Secretaria de Administração comunica novo procedimento interno a todas as secretarias
O gabinete do prefeito encaminha um relatório para análise do setor jurídico
O RH notifica todos os servidores sobre um treinamento obrigatório
O Jurídico encaminha minutas para revisão de outro departamento com orientações específicas
A utilização correta desses documentos evita falhas de rito processual e garante que a comunicação interna seja profissional e auditável.
Por que o memorando em papel ainda é gargalo em prefeituras
Mesmo sendo um documento simples, o memorando em papel concentra quatro problemas recorrentes na gestão municipal:
Falta de padronização: cada setor criou seu próprio modelo ao longo dos anos. O resultado são documentos com campos diferentes, linguagem variada e formatos incompatíveis — que geram retrabalho toda vez que um novo servidor assume uma função.
Tramitação física lenta: o memorando impresso precisa circular fisicamente entre setores para coleta de assinaturas e ciência. Em prefeituras com secretarias em endereços distintos, esse processo pode levar dias.
Rastreabilidade zero: sem sistema, não há como saber onde o documento está, quem já assinou, quem está com ele. A única opção é ligar para cada setor e perguntar.
Arquivo ineficiente: documentos físicos ocupam espaço, deterioram e se perdem. Encontrar um memorando de dois anos atrás pode consumir horas — ou ser impossível.
Memorando digital: o que muda na prática
A digitalização não é só uma troca de suporte. O fluxo inteiro muda:
Fluxo tradicional (papel):
Servidor redige em Word e imprime
Leva ao chefe imediato para assinatura física
Protocola no setor receptor pessoalmente
Setor receptor assina ciência e devolve cópia
Arquiva em pasta física
Fluxo digital:
Servidor cria o memorando no sistema, com modelo padronizado e campos pré-preenchidos
Sistema roteia automaticamente para assinatura do responsável
Assinatura digital em segundos, sem deslocamento
Setor receptor recebe notificação e acessa pelo sistema
Histórico arquivado automaticamente, pesquisável por palavra-chave
A diferença mais impactante não é velocidade — é governança. Com o fluxo digital, qualquer gestor ou auditor consegue ver o histórico completo de um documento em segundos.
A Lei 14.063/2020 regulamenta o uso de assinaturas eletrônicas na administração pública em três níveis — simples, avançada e qualificada (ICP-Brasil) —, garantindo que memorandos assinados digitalmente têm plena validade jurídica para atos administrativos internos.
Prefeituras que migraram para sistemas de processos eletrônicos relatam redução expressiva no tempo de tramitação de documentos, eliminação de custos com impressão e manuseio físico, além de rastreabilidade total de cada comunicação interna.

O que considerar ao digitalizar memorandos na prefeitura
A escolha da solução define se a digitalização vai realmente funcionar — ou criar um novo gargalo digital. Pontos críticos:
Conformidade legal: suporte a assinaturas eletrônicas compatíveis com a Lei 14.063/2020
Integração: conectividade com o sistema tributário, protocolo geral e demais módulos da prefeitura
Controle de acesso e auditoria: registro imutável de todas as ações para conformidade com a Lei de Acesso à Informação (Lei 12.527/2011)
Facilidade de uso: interface intuitiva para reduzir resistência na adoção por servidores
Suporte dedicado: essencial para prefeituras sem equipe técnica interna
A plataforma da Aprova opera com todos esses requisitos dentro de um ambiente de processos eletrônicos integrado, que conecta memorandos, despachos, protocolos e comunicações internas em um único fluxo rastreável.
Perguntas frequentes
O que deve conter em um memorando?
Cabeçalho com identificação do órgão, numeração sequencial, data, destinatário, remetente, assunto objetivo, corpo da mensagem e assinatura com nome e cargo do responsável.
Qual a diferença entre memorando e ofício?
O memorando é para comunicação interna (entre setores do mesmo órgão). O ofício é para comunicação externa — com outros órgãos, esferas de governo ou entidades externas. Veja mais: diferença entre memorando e ofício.
Memorando tem validade jurídica?
Sim. No formato físico, a assinatura manuscrita confere validade. No digital, a Lei 14.063/2020 garante validade jurídica para assinaturas eletrônicas nos níveis adequados ao tipo de ato administrativo.
Qual a diferença entre memorando e despacho?
O memorando formaliza comunicações entre setores. O despacho é uma manifestação — geralmente do chefe ou gestor — dentro de um processo administrativo já aberto. Em sistemas eletrônicos, os dois tramitam integrados no mesmo fluxo.
O memorando pode ser enviado por e-mail?
Pode, mas o ideal é que tramite dentro de um sistema de gestão documental — para garantir o registro oficial, a rastreabilidade e a conformidade com a LAI.
Memorando circular e memorando simples são a mesma coisa?
Não. O memorando simples é direcionado a um setor específico. O circular vai simultaneamente para múltiplos setores, sendo mais eficiente quando a mesma informação precisa chegar a toda a organização.
Conclusão
O memorando sempre vai existir na administração pública — a questão é em que formato. Enquanto o documento em papel acumula gargalos, atrasos e riscos de extravio, o memorando eletrônico entrega o mesmo resultado administrativo com rastreabilidade total, validade jurídica garantida pela Lei 14.063/2020 e custo operacional muito menor.
Para gestores que precisam de eficiência real, a transição não é opcional — é consequência natural de uma gestão que funciona. O próximo passo é escolher uma plataforma que integre esse fluxo ao restante da operação municipal, sem criar ilhas de informação.
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