Legislação

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11/12/2025

O que é Lei de Liberdade Econômica e como virou símbolo da eficiência pública

A Lei de Liberdade Econômica moderniza o ambiente de negócios e reduz burocracias. Entenda seus princípios, objetivos e efeitos na gestão pública.

O que é a Lei de Liberdade Econômica

A Lei de Liberdade Econômica (Lei nº 13.874/2019) é uma das principais reformas estruturantes do país nas últimas décadas.

Ela estabelece garantias para o livre exercício da atividade econômica e para a atuação das empresas, com o objetivo de reduzir burocracias e aumentar a eficiência das relações entre Estado e sociedade.

Em termos práticos, a lei simplifica procedimentos, elimina autorizações desnecessárias e cria regras para que empreendedores possam abrir e operar negócios com mais autonomia.

O princípio central é simples: o Estado deve intervir o mínimo possível na vida econômica, atuando apenas quando necessário para proteger o interesse público.

Essa visão se reflete em diversos dispositivos que impactam diretamente a forma como empresas e órgãos públicos se relacionam — desde o licenciamento de atividades até a emissão de alvarás e autorizações municipais.

Objetivos da Lei de Liberdade Econômica

A lei tem quatro grandes objetivos que norteiam sua aplicação:

  1. Reduzir a burocracia – simplificando registros, licenças e autorizações.

  2. Estimular o empreendedorismo – diminuindo barreiras de entrada e custos regulatórios.

  3. Promover segurança jurídica – garantindo previsibilidade e estabilidade nas relações econômicas.

  4. Incentivar a inovação – permitindo modelos de negócio mais flexíveis e menos dependentes de autorizações prévias.

Esses pilares colocam o Brasil mais próximo de padrões internacionais de eficiência regulatória e estão diretamente ligados à agenda de desburocratização e governo digital que vem sendo consolidada em diversos municípios.

Os princípios da Lei de Liberdade Econômica

O artigo 2º da Lei nº 13.874 define os princípios gerais da liberdade econômica, que orientam tanto a atuação do poder público quanto a iniciativa privada:

  • Liberdade para desenvolver atividades econômicas lícitas: toda pessoa tem o direito de empreender sem necessidade de permissão estatal, salvo em casos expressamente previstos por lei.

  • Presunção de boa-fé: as declarações dos cidadãos e das empresas devem ser aceitas como verdadeiras até prova em contrário.

  • Intervenção mínima do Estado: o governo só deve intervir quando for indispensável para proteger o interesse público.

  • Adoção de padrões tecnológicos neutros: nenhuma lei pode obrigar o uso de tecnologia específica, garantindo que a inovação siga livre.

Esses princípios são a base para diversas medidas que modernizam o ambiente de negócios, como o processo autodeclaratório — no qual o cidadão assume a responsabilidade técnica pela conformidade de seu pedido, sem depender de análise prévia da prefeitura.

Como a lei simplifica a vida dos empreendedores

Antes da Lei de Liberdade Econômica, o caminho para abrir um negócio passava por uma longa sequência de autorizações: alvará de funcionamento, vistoria dos bombeiros, vigilância sanitária, zoneamento urbano, entre outras.

Com a nova legislação, atividades de baixo risco podem ser iniciadas sem autorização prévia, bastando uma autodeclaração do empreendedor de que cumpre as normas aplicáveis.

Essa medida reduziu significativamente o tempo e o custo de formalização de empresas, especialmente em municípios que já digitalizaram seus processos.

Por exemplo, cidades que adotaram licenciamento online e processos simplificados, como Florianópolis e Sorocaba, conseguiram unir a aplicação da lei à automação municipal, garantindo mais agilidade e transparência nas solicitações de empreendedores locais.

A lógica é que quem cumpre as regras não deve esperar pelo Estado para começar a trabalhar. O poder público, por sua vez, reforça sua atuação fiscalizatória posterior, priorizando a eficiência.

O impacto da Lei de Liberdade Econômica na gestão pública

Embora tenha sido criada para melhorar o ambiente de negócios, a Lei de Liberdade Econômica também transformou a gestão pública.

Ao impor limites à regulação excessiva e incentivar a digitalização, ela levou prefeituras a rever processos internos e a investir em tecnologias que tornassem o atendimento mais ágil e menos burocrático.

Entre os principais impactos estão:

  • Desburocratização administrativa: redução de etapas e exigências desnecessárias em processos.

  • Automação de licenças e autorizações: ampliação do uso de plataformas digitais como o licenciamento online.

  • Padronização normativa: criação de regras claras para diferenciar atividades de baixo, médio e alto risco.

  • Incentivo à transparência e rastreabilidade: digitalização de documentos e processos facilita auditorias e prestação de contas.

Municípios que aplicam o princípio da liberdade econômica no cotidiano da gestão pública percebem ganhos de produtividade, economia de recursos e maior satisfação do cidadão.

Exemplos práticos integrados à administração pública

A aplicação prática da lei é visível em situações cotidianas, como:

  • Construções autodeclaratórias, onde o responsável técnico certifica a conformidade da obra — um modelo amparado pela própria lei e regulamentado por estados e municípios.

  • Abertura instantânea de empresas de baixo risco, em que o sistema emite automaticamente o alvará provisório mediante autodeclaração.

  • Eliminação de vistorias duplicadas, substituindo etapas presenciais por declarações técnicas e cruzamento automatizado de dados.

  • Integração de plataformas, que permite ao empreendedor resolver tudo em um só ambiente digital, reduzindo deslocamentos e custos operacionais.

Essas práticas exemplificam como o conceito da liberdade econômica vai além da economia: ele impulsiona a modernização administrativa, estimula a transformação digital e fortalece a confiança entre Estado e cidadão.

Impacto da transformação digital na Lei de Liberdade Econômica

A Lei de Liberdade Econômica é um pilar da transformação digital da gestão pública. Ao promover a autodeclaração e a boa-fé, ela estimula o uso de plataformas que automatizam etapas e eliminam papeladas, como o processo autodeclaratório.

Nessas plataformas, o cidadão ou o profissional técnico preenche as informações e o sistema gera automaticamente o documento — sem a necessidade de análise manual imediata.

O governo atua depois, por meio de auditorias inteligentes e cruzamentos de dados.

Esse modelo, que já é realidade em diversas cidades, combina os princípios da lei com práticas de governo digital e desburocratização, como descrito no artigo sobre o processo simplificado.

Como a lei muda a relação entre Estado e cidadão

Um dos efeitos mais relevantes da Lei de Liberdade Econômica é o fortalecimento da confiança recíproca entre Estado e sociedade.

Ela parte da ideia de que o cidadão é capaz de agir de forma responsável, e que o papel do governo é criar condições para isso — e não agir como obstáculo.

Essa mudança cultural exige que as administrações públicas migrem do controle prévio para o controle inteligente, com base em dados, indicadores e fiscalização direcionada.

A função do servidor público torna-se mais analítica e estratégica, focada em resultados e impacto.

Municípios que aplicam essa lógica passam a ser reconhecidos por agilidade, inovação e eficiência — três fatores que elevam a competitividade e a atração de investimentos locais.

Críticas e desafios de implementação

Apesar dos avanços, a aplicação da Lei de Liberdade Econômica ainda enfrenta desafios, principalmente em municípios menores, onde há:

  • Resistência cultural à mudança de paradigma da fiscalização para a autodeclaração.

  • Falta de integração tecnológica entre secretarias.

  • Necessidade de atualização de legislações municipais para adequação à norma federal.

A transição requer governança digital, capacitação de servidores e revisão contínua de processos internos.
Entretanto, quando bem implementada, a lei se torna uma aliada natural da eficiência e da transparência pública.

Por que a Lei de Liberdade Econômica é essencial para o futuro do país

Mais do que uma norma de desburocratização, a Lei de Liberdade Econômica é um marco civilizatório na relação entre Estado e mercado.

Ela propõe um modelo de desenvolvimento baseado em responsabilidade, autonomia e inovação — elementos indispensáveis para um Brasil mais competitivo e sustentável.

No contexto municipal, ela impulsiona prefeituras a se tornarem mais digitais, menos burocráticas e mais centradas no cidadão.

E ao lado de políticas como governo digital, simplificação tributária e transformação administrativa, consolida uma nova visão de gestão pública inteligente.

FAQ – Perguntas frequentes sobre a Lei de Liberdade Econômica

1. O que é a Lei de Liberdade Econômica?
É a Lei nº 13.874/2019, que garante o direito de exercer atividades econômicas de forma livre, reduzindo burocracias e intervenções estatais.

2. Quais são os princípios da lei?
Liberdade para empreender, presunção de boa-fé, intervenção mínima do Estado e uso neutro de tecnologia.

3. Quais atividades dispensam licenças segundo a lei?
Atividades de baixo risco, como pequenos comércios e prestadores de serviço sem impacto ambiental ou sanitário relevante.

4. A lei se aplica aos municípios?
Sim. Estados e municípios devem adaptar suas legislações e processos para atender aos princípios da liberdade econômica.

5. Como a lei afeta a abertura de empresas?
Permite que o empreendedor inicie o negócio sem aguardar licenças prévias, desde que declare o cumprimento das normas aplicáveis.

6. A lei substitui a fiscalização?
Não. Ela altera o momento da fiscalização, que passa a ser posterior e baseada em critérios técnicos e de risco.

7. Qual é a relação entre a lei e o processo autodeclaratório?
O processo autodeclaratório aplica na prática o princípio da presunção de boa-fé, permitindo emissões automáticas com responsabilidade técnica do solicitante.

8. Como a lei beneficia o cidadão comum?
Ao reduzir prazos e etapas, facilita o acesso a serviços e estimula a economia local com novos negócios e empregos.

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