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O que muda ao configurar critérios personalizados de análise de projeto no Aprova

Redação Aprova 4 min de leitura

O Argos é o módulo de inteligência artificial do Aprova que permite ao próprio órgão público cadastrar, em linguagem natural, os critérios que a IA deve verificar num projeto ou numa prancha anexada — além da verificação automática contra o código de obras vigente, o administrador pode definir exigências pontuais de um edital, de uma obra pública ou de um programa habitacional específico, e a IA aplica esse critério extra em toda nova análise, sem depender de programação.

Este guia explica em que esse recurso difere da pré-análise padrão que já verifica índices urbanísticos, quando vale configurar um objeto de análise personalizado e o que muda no dia a dia de quem hoje confere prancha por prancha manualmente.

Por que critérios personalizados são diferentes do código de obras padrão

A pré-análise automática de projeto arquitetônico já verifica, por padrão, se o desenho enviado é compatível com parâmetros gerais do código de obras e do plano diretor — taxa de ocupação, taxa de permeabilidade, número de vagas de garagem, entre outros índices que valem para qualquer processo daquele tipo, em qualquer época. Isso cobre boa parte dos erros grosseiros que hoje só apareceriam depois, na análise humana.

O problema é que nem toda exigência técnica está no código de obras. Uma obra pública financiada por um convênio específico pode ter contrapartida técnica exigida só naquele edital. Um programa habitacional pode ter regra de acessibilidade além da prevista na norma geral. Uma licitação pontual pode trazer memorial descritivo com exigência que não se repete em nenhum outro processo do município. Cobrar esse tipo de critério manualmente significa o analista lembrar, prancha por prancha, de reabrir o edital e cruzar item por item — e é exatamente esse tipo de exigência pontual que mais escapa quando o volume de processos cresce.

O Argos resolve essa lacuna deixando o próprio órgão cadastrar o critério pontual uma vez, junto com o texto da norma ou do edital que o sustenta e uma instrução de análise em linguagem natural, sem exigir nenhuma linha de código.

O que muda na prática

Antes: o analista abre a prancha, confere manualmente cada índice do código de obras, depois abre o edital ou a norma pontual daquele processo específico e checa item por item se o projeto atende — um trabalho que, dependendo da complexidade do projeto, consome minutos por prancha e depende de o analista lembrar qual exigência extra se aplica àquele processo.

Depois: o administrador cadastra um objeto de análise com nome, descrição e os critérios que quer verificar — trazendo a íntegra do texto da norma ou do edital e, se necessário, uma instrução de análise complementar. A partir daí, toda vez que uma prancha for submetida a esse objeto, o sistema exporta o documento automaticamente e roda a análise sem que o analista precise abrir o arquivo primeiro, apontando o que atende, o que não atende e o que não se aplica àquele projeto. Se a prancha for revisada e reenviada em nova versão, a mesma análise pode ser reexecutada para confirmar se a pendência apontada foi corrigida.

Quando usar critérios personalizados (e quando não usar)

Vale configurar um objeto de análise personalizado quando existe uma exigência que não está no código de obras geral — um edital de obra pública com contrapartida técnica específica, um programa habitacional com regra própria de acessibilidade, um recurso financeiro condicionado a um memorial descritivo particular. Nesses casos, cadastrar o critério uma vez elimina a dependência de o analista lembrar manualmente daquela exigência pontual em cada processo daquele edital.

Não faz sentido criar um objeto de análise personalizado para verificar o que o código de obras já cobre de forma padrão — taxa de ocupação, taxa de permeabilidade, número de vagas, por exemplo. Para isso, a pré-análise automática que já roda em todo projeto arquitetônico protocolado é suficiente, sem necessidade de configurar nada adicional.

FAQ sobre critérios personalizados de análise no Aprova

É preciso programar para cadastrar um critério personalizado?

Não. O objeto de análise é montado em linguagem natural — nome, descrição e o texto da norma ou do edital que serve de base —, sem exigir código.

O Argos substitui a análise técnica do engenheiro ou arquiteto responsável?

Não. Ele aponta o que atende, o que não atende e o que não se aplica com base nos critérios cadastrados, mas a decisão final sobre a conformidade do projeto continua sendo do profissional responsável pela análise.

É possível combinar critérios do código de obras com critérios pontuais de um edital na mesma análise?

Sim. O objeto de análise pode reunir tanto os parâmetros gerais do código de obras quanto exigências específicas de um edital ou programa, dentro do mesmo escopo de verificação.

Um critério cadastrado para um edital pode ser reaproveitado em processos futuros?

Sim, desde que o novo processo esteja submetido ao mesmo objeto de análise. Isso evita recadastrar o mesmo critério a cada nova prancha daquele edital ou programa.

Conheça o Aprova

O Argos é um dos módulos de inteligência artificial da Lume aplicados à análise técnica dentro do processo administrativo eletrônico da Aprova. Veja também como validar documentos com IA antes do protocolo e como configurar agentes da Lume por tipo de processo, ou agende uma demonstração da Aprova.

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A Redação Aprova produz conteúdos sobre gestão pública, legislação e transformação digital para apoiar prefeitos, secretários e equipes municipais. Os artigos são desenvolvidos com base em fontes oficiais, boas práticas do setor público e a partir da experiência da Aprova no desenvolvimento de soluções para modernizar a administração municipal.

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