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O que é critério de análise de projeto com IA

Redação Aprova 4 min de leitura

Critério de análise de projeto com IA é uma regra de verificação cadastrada pelo próprio órgão público — composta por um título, a referência da norma que a sustenta e uma instrução de análise — que a inteligência artificial aplica a cada projeto submetido, devolvendo para cada item um resultado de atende, não atende ou não se aplica. Não é um recurso embutido no modelo de IA: é a forma de a legislação local entrar na análise.

Critério de análise na prática

Um critério tem três partes. O título nomeia a verificação (por exemplo, recuo frontal ou inconsistência no quadro de áreas). A referência normativa guarda a lei, o artigo ou o trecho do código de obras que fundamenta a exigência. A instrução diz à IA o que procurar na prancha e como decidir. Na maioria dos casos, colar o texto da norma já produz uma verificação utilizável; a instrução só precisa de ajuste fino quando o texto legal, sozinho, não entrega o resultado esperado.

Cada critério pode ser reaproveitado. Uma regra de taxa de ocupação cadastrada uma vez vale para residencial, comercial e misto, sem reescrever a norma para cada tipo de uso. Os critérios são agrupados em objetos de análise: um projeto simplificado pode ser submetido a poucos critérios, um empreendimento complexo a muitos.

Para o analista, o resultado vem com a referência normativa ao lado do apontamento. Quando a equipe tem dezenas de critérios, ninguém se lembra de onde cada um nasceu, e essa referência evita a consulta paralela à legislação. A decisão continua com quem analisa: o analista confere o que a IA marcou e pode registrar uma divergência manual quando discordar.

Critério × checklist

Checklist é uma lista de itens que alguém marca a partir da própria leitura. Critério de análise é uma regra que a IA executa sobre o conteúdo do projeto. A diferença é onde o trabalho acontece: no checklist, o analista mede, calcula e localiza o dado na prancha; no critério, a IA faz essa leitura e o analista revisa o resultado. O checklist também não carrega a base legal junto do item, o que fragiliza a motivação do ato quando a decisão é questionada.

Critério também não se confunde com parâmetro urbanístico padrão. Os parâmetros gerais de zoneamento (taxas, recuos, gabarito) são verificados por padrão em todo projeto; o critério personalizado cobre a exigência que não está nessa tabela, como a de um edital ou a de um programa habitacional.

Casos de uso comuns

  • Coerência do quadro de áreas: a IA confere se o quadro declarado bate com as áreas representadas na prancha e sinaliza a ausência do quadro.
  • Parâmetros de zona: recuo frontal, taxa de permeabilidade e ocupação, conferidos contra o valor que a legislação fixa para a zona do lote.
  • Exigências pontuais de edital ou programa: uma regra de acessibilidade ou de memorial que vale só para aquele conjunto de processos. Veja como funcionam os critérios personalizados no Aprova.
  • Inconsistências de desenho: divergências entre pranchas do mesmo projeto, que hoje só aparecem na leitura minuciosa.

Para entender a etapa em que esses critérios rodam dentro do licenciamento, veja como estruturar a pré-análise de projeto arquitetônico com IA.

O que a legislação diz

O critério de análise não cria exigência nova: ele operacionaliza a que já existe no plano diretor, na lei de uso e ocupação do solo e no código de obras do município. A Lei nº 10.257/2001 (Estatuto da Cidade) é a referência federal para o plano diretor e para a competência municipal de ordenar o uso do solo.

A Lei nº 9.784/1999 exige a motivação dos atos administrativos, e é por isso que a referência normativa faz parte do critério, e não um complemento opcional. A LGPD (Lei nº 13.709/2018), no art. 20, assegura a revisão de decisões tomadas unicamente com base em tratamento automatizado, o que sustenta manter a validação humana sobre o resultado da IA.

Como o Aprova aplica critério de análise

  • O administrador cadastra o critério com título, base legal e instrução, sem programação, pelo módulo Argos da Lume.
  • Os critérios são agrupados em objetos de análise, e cada tipo de projeto é submetido ao conjunto adequado.
  • O resultado de cada critério aparece com a referência normativa, para o analista conferir sem sair do processo.
  • O campo de override permite ao analista registrar concordância, complemento ou contestação ao apontamento da IA.
  • Uma nova versão da prancha pode ser reanalisada com os mesmos critérios para confirmar a correção.

FAQ sobre critério de análise de projeto com IA

Preciso saber escrever prompts para criar um critério?

Não necessariamente. Em muitos casos, basta cadastrar o título e colar o texto da norma como base. A instrução complementar serve para ajuste fino quando o resultado não sai como esperado.

Quantos critérios um órgão pode cadastrar?

O número não é fixo. O recomendado é começar com poucos critérios, acompanhar a taxa de acerto contra a análise humana e só então ampliar, para que a equipe ganhe confiança antes de escalar.

A IA decide se o projeto é aprovado?

Não. A IA aponta se cada critério é atendido, não é atendido ou não se aplica. O parecer e a decisão continuam com o analista, que pode corrigir o apontamento e registrar o motivo.

Um mesmo critério pode valer para tipos de projeto diferentes?

Sim. Como os critérios são agrupados em objetos de análise, uma regra pode ser associada a vários tipos de uso e de assunto sem ser recadastrada.

O que fazer quando a IA erra um critério?

O analista registra a divergência no processo e a equipe revisa a instrução do critério. É esse ciclo que faz a taxa de acerto subir, como explica o guia sobre por que a assertividade da IA de análise melhora com o uso.

Conclusão

Critério de análise é o ponto em que a legislação local passa a ser executável pela IA: sem ele, a ferramenta é genérica; com ele, aplica a regra do município e deixa o analista com o julgamento que exige decisão. Para ver como cadastrar e testar critérios na rotina de licenciamento da sua instituição, agende uma demonstração do Aprova.

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A Redação Aprova produz conteúdos sobre gestão pública, legislação e transformação digital para apoiar prefeitos, secretários e equipes municipais. Os artigos são desenvolvidos com base em fontes oficiais, boas práticas do setor público e a partir da experiência da Aprova no desenvolvimento de soluções para modernizar a administração municipal.

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